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Entrevista

...Emília Maria Salvador Silva - Presidente da Bahiatursa

Emília Maria Salvador Silva - Presidente da Bahiatursa Emília Maria Salvador Silva assumiu a presidência da Bahiatursa, órgão oficial de Turismo do Estado da Bahia, em 04 de janeiro de 2007, respaldada por uma larga e longa experiência, de cerca de 30 anos, no Setor de Turismo. Nascida em 19 de dezembro, sob o signo de Sagitário, tem como marca a energia, a alegria e a vontade de estar sempre em movimento, características que a fazem estar totalmente à vontade em sua nova experiência profissional.

Começou como empresária e executiva na Agência Porto da Barra Turismo, aos 28 anos, e nos anos seguintes se tornou dirigente de várias entidades representativas da área. Dentre outros cargos, Emília Salvador Silva foi presidente da Empresa de Turismo de Salvador – EMTURSA e da Associação Brasileira de Agentes de Viagem – Bahia (ABAV-Ba), vice-presidente da ABAV - Nacional, presidente da Associação Brasileira dos Órgãos Municipais de Turismo (ABOMTUR - Nacional) e diretora da Fundação Comissão de Turismo Integrado (CTI Nordeste).

A atual presidente da Bahiatursa é mestre em Administração e Gestão de Organizações, doutoranda em Turismo na Espanha, e autora do livro Gestão de Agências de Viagens, publicado em 2004. Há vários anos, Emília Silva também atua como professora. É titular do curso de Turismo e Hotelaria da Universidade na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e também da Fundação Visconde de Cairu.

Metas na gestão da Bahiatursa

Em nível nacional, vamos trabalhar na consolidação de mercados já tradicionalmente emissores para a Bahia e vamos reforçar outros mercados, sobretudo o sul do país, já que alguns números mostram que há necessidade de um maior esforço promocional de nossa parte. Concomitante ao trabalho de promoção nacional e internacional, temos a consciência de que devemos fazer um trabalho não só de buscar novos vôos, novos operadores, de reforçar o mercado, como temos também que trabalhar a oferta, quer dizer, o destino necessita de que se agreguem valores e criação de novos produtos. Temos muitos projetos nesse sentido e já começamos a trabalhar pelo interior da Bahia: o secretário Domingos Leonelli e eu temos uma agenda de visitas programadas. O nosso objetivo, ao visitar as zonas turísticas da Bahia, é não só ter um novo olhar técnico sobre todos atrativos e equipamentos, como também conversar com a iniciativa privada e com o setor público, para fazer um diagnóstico sobre o que está bom e não precisa mudar, sobre o que está bom e precisa de algumas mudanças e ver também o que ainda não foi feito. Essa programação de visitas vai nos dar subsídios na confecção de um plano de trabalho mais adequado ao produto Bahia.

Entrevista

1. Como você analisa hoje, em termos de infra-estrutura, equipamentos e qualificação pessoal, a atividade turística baiana?

Emília Salvador Silva - Na Bahia, a infra-estrutura para receber o turista melhora a cada dia. Uma prova disso é o volume de investimentos no Estado. Se o capital estrangeiro está investindo, é porque acredita na Bahia como destino turístico de grande potencial. Voltamos agora da BIT, feira de turismo em Milão, onde fiquei extremamente satisfeita com a receptividade dos operadores italianos. Vemos, no exterior, que a Bahia é um destino que as pessoas trabalham com prazer. Por outro lado, há necessidade de se criar novos equipamentos. Por exemplo, um Estado que tem Jorge Amado já poderia contar com uma estrutura voltada para mostrar a obra desse autor, traduzido em mais de 50 línguas. No exterior, em cidades natais de escritores, o visitante encontra monumentos, parques temáticos com os personagens do autor, a casa onde ele nasceu, a escola onde ele estudou. Por isso, a criação de novos equipamentos pode agregar mais valor ao produto Bahia.

2. Os turistas costumam procurar a Bahia mais por suas belezas naturais, por sua história, cultura, tradições... O que eles levam em conta quando optam por vir para cá?

Emília Silva - A Bahia oferece opções de roteiros turísticos para todos os gostos, com atrativos naturais, históricos e culturais. Na área cultural, há opções desde igrejas seculares ao artesanato típico de cidades do interior, além de centenas de manifestações populares. Temos a Chapada, considerado o melhor destino de ecoturismo do Brasil. Para quem gosta de sol e mar, a Bahia oferece 1.181 quilômetros de costa, além de cachoeiras, lagos, rios, represas e cerrados, ou seja, o mais difícil para o turista é escolher o que fazer na Bahia.

3. As cidades baianas mais visitadas, em sua maioria, possuem estrutura física e/ou pessoal adequada não só para receber turistas, como para criar essa cultura de turismo, de que o turista precisa vir, gostar e voltar?

Emília Silva - O secretário Domingos Leonelli e eu iniciamos um diagnóstico das zonas turísticas da Bahia, com um programa de visitas para ter um novo olhar técnico sobre todos os atrativos e equipamentos, e também para conversar com a iniciativa privada e com o setor público. Nossa idéia é fazer um check-up do que precisa mudar, do que está bom e ver também o que ainda não foi feito. Essa programação de visitas vai nos dar subsídios na confecção de um plano de trabalho mais adequado ao turismo baiano.




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